Aviso!

     Galera, relembrando (pra quem já sabe) que nosso Blogg é uma forma de ajuda e quem está por trás do mesmo, são estudantes do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Santa Maria, campus CESNORS/FW. Criamos o blogg no primeiro semestre como uma maneira de extensão rural, para que agricultores e demais interessados pudessem ficar a par sobre o tema. Dentro do curso de Engenharia Florestal, temos o conhecimento sobre o tema, já que em nossa grade curricular temos a disciplina de Uso, Manejo e Conservação do Solo. No decorrer do curso, temos também a disciplina de Extensão Rural, matéria em que nos foi proposto um trabalho sobre Métodos de Extensão Rural, trabalho ao qual o blogg se inclui. Sabendo da importância do correto uso e manejo do solo, garantindo assim sua melhor conservação, escolhemos o tema para nosso trabalho. Gostaria de deixar aqui o esclarecimento de que todos os textos possuem dados de cunho científico, sendo que para trabalhos realizados são de extrema importância. MAS, é sempre bom lembrar de que: utilizar livros e artigos científico é muito mais seguro. 
     Nosso blogg não tem o intuito de servir como referência, mas sim o de informar! Portanto, cuidado com a internet! Enfim, aproveito a postagem para que em nome de todos os autores do blog, peço desculpas pela demora em postagens. Por hoje era só.
     Em caso de dúvidas, comuniquem-nos! Queremos ajudá-los!

MELHORIAS NA INFILTRAÇÃO DE ÁGUA  E QUALIDADE BIOLÓGICA DO SOLO


Um solo bem estruturado favorece o crescimento de raízes e à capacidade de infiltração de água no solo. A taxa de infiltração do solo pode ser aumentada através do  sistema radicular das plantas, pois estas permitem a translocação da água no solo (ALVES E CABEDA, 1999). A cobertura vegetal pode também diminuir o impacto das gotas de chuva, reduzir o escoamento superficial e promover a qualidade biológica do solo, onde os microorganismos e outros animais podem formar caminhos para a movimentação  de água e solo (CARVALHO E SILVA, 2006).

      Referências:

      ALVES, M.C. e CABEDA, M.S.V. Infiltração de água em um Podzólico Vermelho-Escuro sob dois métodos de preparo, usando chuva simulada com duas intensidades. Revista Brasileira de Ciência Solo, 23:753-761, 1999.

      CARVALHO, D. F.; SILVA, L.D.B. Apostila de Hidrologia. Seropédica.  Cap. 5, Agosto 2006. Disponível em :<http://www.ufrrj.br/institutos/it/deng/leonardo/downloads/APOSTILA/HIDRO-Cap5-INF.pdf>.



ORGANISMOS NO SOLO

                  Os organismos vivos do solo  pertencentes a fauna e a flora são os agentes responsáveis pelo húmus. (BRADY, 1989). Eles produzem inúmeras mudanças bioquímicas, processam a decomposição, reviram fisicamente o solo, auxiliam a estabilidade e a estrutura do mesmo.  Em um ecossistema não alterado as plantas e organismos encontram-se em equilíbrio, garantindo a biodiversidade e a preservação dos recursos naturais. A maior parte destes organismos são de origem vegetal.
                  Diversos organismos fazem parte da decomposição vegetal.  Dentre eles, estão os herbívoros, que são os parasitas, como os nematóides, lesmas, caracóis, larvas e cupins e larvas que devoram os materiais lenhosos acima do solo, como os mamíferos maiores como os  camundongos (BRADY, 1989).
                  Na presença de umidade, as bactérias e os fungos começam o ataque juntamente com os besouros, caracóis, acrinos, miriápodes, pulgões e minhocas e outras do gênero “Enchyteacus”.
                  A fauna tem ação física e química, já a microflora tem somente ação química. Os consumidores primários são a forma de alimento para os consumidores secundários, e na sequência, os terciários se alimentam dos consumidores secundários. A microflora está envolvida na decomposição do material orgânico associado à fauna.

Fauna

                  Está dividida em:
- megafauna: maior que 20 mm de diâmetro;
- mesofauna: entre 0,2  a 2 mm de diâmetro;
 - macrofauna: entre 2 a 20 mm de diâmetro.
        É formada na sua maioria por animais invertebrados.  Estes organismos são  decompositores de matéria orgânica e influenciam em diversos processos ecológicos.  Podem ser habitantes permanentes, temporários, periódicos ou acidentais (SIQUEIRA, 1999).

Grupo de Fauna identificado no solo.

        São classificados como; Homópteros, Coleópteros, Isópodos,  Pseudoscorpionidas, Larva de Dípteros, Larva de Coleópteros, Hymenópteros, Isópteros, Collembolos.

                              Figura 1: Infestação por Homóptera
                                        Fonte: Wikipedia, 2012.




 
 Figura 2:  Vespa da ordem Hymenóptera.
                                                                     Fonte: Wikipedia, 2012.


                                                            Figura 3: Cupins da ordem Isoptera.
                                                            Fonte: Wikipedia, 2012.

Referências:

      FREITAS, A.C.S.; BARRETO, L.V. Qualidade biológica do solo em ecossistemas de mata nativa e monocultura do café. Enciclopédia Biosfera: N.05; ISSN 1809-0583,  2008.

      BRADY, Nyle C. Organismo do solo. In_______.  Natureza e Propriedades dos solos. 7ed.Rio de Janeiro: Freitas Bastos,1989.Cap. 07 p.253-287.

      SIQUEIRA,  José Osvaldo.Os Organismos do solo. In______. Biologia do solo. Lavras: UFLA,1999.Cap.02. p. 03-19.

      Wikipedia.  Cupim. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/ Isoptera>. Acesso em: 20 mai. 2012.





Identificando os tipos de erosão.


Hoje à tarde recebemos mais uma pergunta: Como podemos identificar os tipos de erosão? A pergunta foi enviada pelo filho do proprietário rural José da Silva Gomes.

            É muito importante a identificação da fase em que se encontra a erosão. Uma erosão laminar (começo) é muito difícil de ser identificada, mas coma experiência no assunto se torna mais fácil. A erosão laminar é aquele que acontece primeiramente e que arrasta certa quantidade de solo para outro lugar. A seguir temos uma imagem que nos da uma idéia de como a erosão laminar pode ser. 


          Se a erosão laminar não for controlada, ela passa para um outro estágio chamado de erosão em sulco. Essa erosão carrega maior quantidade de solo que a anterior, e há a formação de pequenas valetas, por onde a água começa a escoar. Na segunda imagem temos uma idéia de como pode ser essa erosão em sulco.

A erosão quando evolui passa para o estágio de voçoroca, que é na verdade a formação de um grande buraco formado na terra. Nessa fase, temos uma grande perda de solo como visto na figura abaixo. 


Amigos, é muito importante o controle da erosão desde o início, pois com o passar do tempo essa erosão a princípio pequena pode tomar grandes dimensões, perdendo solo e área produtiva, além de que sua recuperação se torna muito mais cara.

A equipe do Conservando o solo agradece pela pergunta, e aguardamos as próximas dúvidas a serem esclarecidas! Até a próxima!

Referência:  BERTONI, J.; NETO, F.L.; Conservando o solo, Editora Ícone, ed. 7, São Paulo, 2010. 






O Plantio Direto e a Importância da Rotação de Cultura

Este vídeo destaca os benefícios que os agricultores obtêm utilizando o plantio direto e a rotação de cultura.

Perda de nutrientes do solo. Como isso pode acontecer?


            No programa da rádio Cachoeira “Conservando o solo” deixamos a oportunidade para que nossos queridos amigos da terra pudessem nos enviar perguntas através de nosso Blog. Foram várias perguntas recebidas, as quais estaremos aqui, periodicamente repassando para vocês queridos amigos. 
           Hoje começamos com uma pergunta quem vem lá de Palmitinho, o Pedro gostaria de saber como os nutrientes se perdem no solo, pois ele nos contou que para ele, que não acabou o ensino fundamental, é muito difícil de entender esse processo. Pedro, muito obrigada pela pergunta, e sempre que tiver mais dúvidas nos comunique que estaremos sempre dispostos a lhes ajudar.

O solo é composto com diversos nutrientes como o nitrogênio, que pode ser perdido principalmente  por erosão e por volatilização. Esse nutriente se encontra nas primeiras camadas do solo, por isso durante um processo de erosão, ele é muito perdido. Quando falamos em volatilização usamos esse termo técnico para dizer que o nutriente “evapora” se transforma em gás ou vapor. Isso acontece quando o nitrogênio da matéria orgânica do solo se mineraliza (quando ele passa de uma condição que a planta não absorve para uma situação em que a planta pode absorver esse nutriente) transformando-se em amônia, ou ainda pela adição de fertilizantes.
Outro nutriente é o fósforo, que pode ser perdido principalmente por erosão. Ele se encontra principalmente na matéria orgânica que está nas primeiras camadas de solo, e quando acontece a erosão, ele é perdido. Ainda podemos citar o potássio, que depois do fósforo é o mais consumido pela agricultura brasileira como fertilizante. O potássio é perdido quando as plantas o absorvem de forma inútil, ou seja a mais do que precisam e ainda por lixiviação através de drenagem, nos solos minerais.
Pedro, aí estão alguns exemplos de como os nutrientes podem ser perdidos no solo. Espero ter ajudado e até uma próxima.

Referência: RIBEIRO, D.O.; VILELA, L.A.F.; Nutrientes do solo, outubro de 2007, Mineiros- GO. 

A Prática do Plantio Direto

      Falar em plantio direto nos remete a pensar como um passo gigantesco na evolução do preparo do solo, um marco muito importante na agricultura. Atualmente essa prática é bastante difundida no Brasil, graças ao grande empenho de profissionais na área, de instituições de pesquisa, universidades, que mensuram toda universalidade da prática.


   O sistema de plantio direto consiste em manter o solo sempre coberto, para isso, deixam-se restos culturais da última cultura sobre o solo. Isso confere ao solo uma imensa proteção contra a ação da gota da chuva, que vai desagregando o solo e consequentemente causando erosão. Além disso, toda matéria orgânica acumulada sobre o solo, proporciona uma melhor ciclagem dos nutrientes, nutrição dos microorganismos do solo - favorecendo a atividade biológica do solo -, não se tem grandes oscilações de temperatura no solo durante o dia e a noite, pois a palhada funciona como um isolante térmico.


  Por fim o plantio direto associado a rotação de culturas e adubação verde, pode ainda maximizar os benefícios que pode ser obtido com o sistema; tendo um importante papel na disponibilidade de nutrientes, através da decomposição do material orgânico - que por sua vez tem variedade, devido à rotação, garantindo diferentes nutrientes num espaço de tempo -, um maior controle biológico de fungos, nematóides e pragas.

   A cultura permanente do solo e a adubação verde são práticas essenciais para a estabilidade da produção.
 

Referências para o seu aprofundamento:


PRIMAVESI, ANA; Manejo Ecológico do Solo: a agricultura em regiões tropicais – São Paulo: Nobel, 2002, pág. 366 a 375.

SBCS (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIÊNCIA DO SOLO); Tópicos em Ciência do Solo.  Sistema de Plantio Direto: evolução e implicações sobre a conservação do solo e água; Viçosa – MG; Vol. 1, 2007, pág. 333 a 369.



FORMAÇÃO DE VOÇOROCAS

Solos com vegetação escassa que não mais protege o solo, tornam-se cascalhentos e suscetíveis de carregamento por enxurradas, geralmente estão associados ao uso inadequado do solo, ao substrato geológico, ao tipo de solo, às características climáticas, hidrológicas e ao relevo. O desenvolvimento das ravinas e voçorocas descrito na literatura brasileira é geralmente atribuído a mudanças ambientais induzidas pelas atividades humanas.

Erosões do tipo voçorocas podem chegar a vários metros de comprimento e de profundidade, devido ao fluxo de água que é possibilitado em seu interior, causando uma grande movimentação de partículas. Algumas voçorocas podem chegar até mesmo ao nível do  lençol freático do local onde ocorrem.

PREVENÇÃO
A melhor forma de combate ao problema da erosão é a prevenção. As medidas preventivas consistem da adoção de um planejamento prévio em qualquer atividade ligada ao uso do solo. O objetivo desse planejamento é dividir a propriedade de acordo com sua aptidão agrícola de maneira que se logre a melhor utilização possível dessas. Métodos conservacionistas são os mais indicados, sendo mais utilizados aqueles que empregam rotações de cultura, cultura em faixas, culturas de cobertura e o cultivo em curvas de nível.

METODOLOGIAS PARA CORREÇÃO
A necessidade de controle dos processos erosivos advém da não adoção de medidas preventivas ou da adoção de medidas preventivas inadequadas. É importante destacar que o controle de erosões é geralmente muito mais oneroso que a simples prevenção.
A metodologia escolhida para correção da voçoroca assim como os custos envolvidos no processo irão depender do destino que se pode dar a essas terras atingidas. As seguintes medidas podem ser tomadas:
A.      Aterros transversais: Voçorocas pequenas ou médias, os espaços entre os aterros irão depender do declive das voçorocas, se limita a áreas aonde se deseja reter acima dos aterros a maior parte do deflúvio.
B.      Desvio das águas de superfície: Aplica-se a voçorocas de todos os tamanhos, o escoamento superficial é desviado da cabeceira da voçoroca, deve-se considerar cuidadosamente a evacuação para não produzir novo voçorocamento, sendo assim utiliza-se canal de derivação revestido.
Fonte: Site da Embrapa.
C.      Proteção das Cabeceiras:  Se o terreno for bastante declivoso, e se a bacia alimentadora apresentar áreas de pastagens e matas pode-se utilizar desvio. Deve-se isolar locais de pastagens através de cercas, quando for o caso.
D.     Revestimento Vegetal: Após o isolamento da área, se não houver perturbações, começará aparecer vegetação, a recuperação natural levará bastante tempo até atingir equilíbrio, dependendo das condições ambientais e do solo. Primeiramente surgem as ervas daninhas (mato), essas preparam terreno para o estabelecimento da vegetação natural da região. Quando não ocorrer espontaneamente será necessário estabelecer artificialmente.
E.      Sistematização dos Taludes: Para facilitar o estabelecimento da vegetação as bordas da erosão devem ser rampadas, deste modo em pouco tempo as barrancas serão revestidas.
F.       Isolamento da Área de voçorocas: O isolamento da área do pastoreio de animais com cerca de arame, e a construção de aceiros, contra queimadas, são as primeiras atividades a serem realizadas para que se possa proteger a cobertura vegetal existente e a que futuramente será implantada através da revegetação. A área cercada deve ser maior que a voçoroca, se por exemplo, uma voçoroca tem 3 m de profundidade, a distância da cerca ao bordo mais próximo ao entalhe deve ser de 6 a 8 m, convémd eixar uma distancia maior na cabeceira da voçoroca, pois aí é máximo o perigo de erosão.
Barragem de arrimo (CARVALHO, 2006)
G.     Pequenas Barragens: Quando a voçoroca apresenta uma vala bem definida e com tendência a aprofundar-se é necessário criar varias pequenas barragens em degraus, cujo tipo depende dos materiais disponíveis podendo variar desde estacas de madeira até cimento armado.


REFERÊNCIAS

BIGARRELA, J.J. Estrutura e Origem das paisagens tropicais e subtropicais. Florianópolis: Editora da UFSC, 2003.
http://www.cnpab.embrapa.br/publicacoes/sistemasdeproducao/vocoroca/recuperacao.htm
EROSÃO DO SOLO

De todos os recursos naturais existentes no planeta, o solo é um dos mais instáveis quando modificado, ou seja, quando sua camada protetora é retirada.
Uma vez modificado, para cultivo ou desprovido de sua vegetação originária têm início a erosão, capaz de remover mil vezes mais material do que se este mesmo solo estivesse coberto. Por ano o Brasil perde aproximadamente 500 milhões de toneladas de solos através da erosão.

O que é a Erosão?
É um fenômeno natural provocado pela desagregação de materiais da crosta terrestre pela ação dos agentes exógenos, tais como as chuvas, os ventos, as águas dos rios, entre outros. Essas partículas que compõem o solo são deslocadas de seu local de origem, sendo transportadas para as áreas mais baixas do terreno.
É comum classificar a erosão em quatro grandes grupos: erosão hídrica, erosão eólica, erosão glacial e erosão organogênica. No entanto, erosões antrópicas de origem hídrica geradas pela chuva, são mais comuns no meio rural, sendo assim, vamos entendê-la melhor. De acordo com o seu estagio de evolução podemos classificar a Erosão Hídrica em em: Erosão laminar, erosão em sulco e voçoroca.
A erosão superficial surge do escoamento da água que não se infiltra. Ela está associada ao transporte das partículas ou agregados que são desprendidos do maciço pelo impacto das gotas da chuva ou arrancados pela força atrativa desenvolvida entre a água e o solo. A densidade, bem como a velocidade do escoamento, a espessura da lâmina d’água e, principalmente, a inclinação da vertente do relevo vão influir diretamente no poder erosivo da água e sua capacidade de transporte.
Praticas da agricultura convencional como o revolvimento do solo antes do cultivo desagrega-o, facilitando o carregamento dos minerais pela água das chuvas. A perda de milhares de toneladas de solo agricultável todos os anos, em consequência da erosão, é um dos mais graves problemas enfrentados pela economia agrícola. O processo de formação de novos solos, como resultado do intemperismo das rochas, é extremamente lento, daí a gravidade do problema. É importante entendermos que  toda atividade agrícola favorece o processo erosivo, mas algumas culturas facilitam-no mais que outras.




COMO EVITAR A EROSÃO

Alguns cuidados devem ser tomados para que a Erosão não ocorra:

- Em áreas muito declivosas o plantio pode ser feito em curvas de nível e terraceamento;
- Plantações que necessitam de arações anualmente devem ser cultivadas em áreas planas;
- Durante a capinação, a planta deve ser roçada e jamais arrancada do solo, que deverá ficar coberto por uma vegetação morta, que servirá de proteção ao solo;
- A rotação de cultura é um importante processo que previne a erosão;
- As máquinas agrícolas devem ser utilizadas de maneira consciente, sem exageros, pois quando usadas de maneira inadequada facilitam o processo erosivo;
- Cultivar gramas nos taludes das estradas também ajuda a evitar a erosão.



Fontes:

CAMAPUM de CARVALHO, J.C., et al.. Processos Erosivos no Centro Oeste Brasileiro. Editora FINATEC, 2006.

 http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-solo/erosao-5.php#ixzz1vS4vZnTl


Planejamento de um Sistema de Rotação de Culturas


A escolha de um melhor sistema para um sistema de rotação de culturas deve levar em conta o principal objetivo da propriedade.

Se o objetivo é a cobertura do solo e suprimento inicial da palha devem ser usadas espécies que produzam bastante massa seca e que sejam de decomposição mais lenta.

Deve-se considerar também o preço das sementes para compra e o preço para venda dos grãos. Terá de ser considerado também o ciclo e hábito de organismos causadores de doenças se o objetivo for a minimização de doenças.

 

Exemplos de sucessões:

 

- Aveia preta - Milheto - Soja (para produção de palha).

 

- Aveia - Soja - Nabo forrageiro - Milho (para elevada reciclagem de nutrientes K e N para o milho).

 

- Rotação Soja-soja-milho ou soja (2/3) e milho (1/3) (para controle de doenças na soja).

 

- Nabo forrageiro-milheto na primavera - Soja (boa descompactação superficial do solo, alta produção de palha reciclagem de potássio e controle de invasoras).

 

- Soja-girassol safrinha - Milho (bom para produtividade do milho e estruturação do solo).

 

 

Referência:

Tecnologias de Produção de Soja Região Central do Brasil 2004 Disponível em: http://www.cnpso.embrapa.br/producaosoja/manejo.htm

VÍDEO – Programa Record Rural falando sobre Rotação de Culturas


Assista ao vídeo do programa Record Rural, da Rede Record, falando sobre a importância dos sistemas agrosilvipastoris e da rotação de culturas.
 
O vídeo foi gravado em um dia de campo promovido pela Embrapa Gado de Corte.


Efeito da Rotação de Culturas sobre a Qualidade do Solo


1.Qualidade física do solo
A qualidade física do solo é um dos principais fatores que determinam a produtividade das culturas, porque influencia diretamente sobre o crescimento e desenvolvimento das plantas. A compactação é vista como a principal causa da degradação da qualidade física do solo, provocando o aumento da sua densidade e resistência a forças exercidas sobre ele e também diminuindo os espaço existente para o armazenamento de água, chamada porosidade. Essa condições limitam o crescimento das raizes das plantas, diminuído também a disponibilidade de água e oxigênio, reduzindo consequentemente a produtividade especialmente quando há excesso ou falta de água no solo.
A rotação de culturas é importante pois ajuda na descompactação do solo, já que cada tipo de cultura possui um sistema de raizes especifico que vai atuar de diferentes formas sobre o solo, melhorando suas características.

2. Qualidade química do solo
A rotação de culturas possibilita um aumento de material verde que em conjunto com o sistema de plantio direto aumenta os teores de matéria orgânica do solo. O aumento da matéria orgânica do solo provoca  a melhoria da estrutura do solo, principalmente por meio da formação e estabilização de torrões, fornecimento de nutrientes para as culturas, retirada de elementos tóxicos do solo, como alumínio e aumento da matéria verde e também  da atividade biológica do solo, ou seja dos micro-organismos responsáveis pela decomposição da matéria orgânica do mesmo.
A rotação de culturas possibilita ainda a combinação e alternância de plantas com diferentes exigências nutricionais e habilidades de absorção de nutrientes. Assim aqueles nutrientes que não são absorvidos por uma determinada planta podem ser absorvidos por outras espécies.

3. Qualidade biológica do solo
Os micro-organismos são muito importantes no solo devido as suas funções diversas como: ciclagem e reciclagem de nutrientes, decomposição de materiais orgânicos e incorporação destes a parte orgânica do solo, formação e estabilização de torrões, controle de organismos que possam provocar doenças e fixação de Nitrogênio. Essas funções são fundamentais para a qualidade do mesmo.
O sistema plantio direto junto com a rotação de culturas exerce efeitos positivos sobre a comunidade microbiana do solo quando comparado ao preparo convencional resultando em maiores valores de Carbono e Nitrogênio da constituição dos microorganismos. 

 Figura 1 - Solo com boa qualidade física, química e biológica, função do sistema plantio direto com a rotação de culturas.

Referência:
Informações Agronômicas. IPNI, nº 134, junho/2011.

Rotação de Culturas


A prática da monocultura combinada com o preparo inadequado do solo, provocam a erosão e degradação do solo que estão entre as principais causas da baixa produtividade das culturas. Os seguintes fatos são responsáveis por essa situação:
- aumento de doenças e pragas específicas;
- aumento de plantas daninhas;
- diminuição da disponibilidade de nutrientes;
- diminuição do sistema radicular;
- acumulação de substâncias tóxicas que inibem o crescimento.
 Para reverter este quadro aconselha-se a adoção da prática de rotação de culturas (CORDEIRO, 1999).
A rotação de culturas consiste em alternar periodicamente espécies vegetais num mesmo local e segue os seguintes princípios:
- devem ser alternadas plantas com diferentes habilidades de absorver os nutrientes do solo ou que formem raízes que alcancem diferentes profundidades;
- cultivos alternados com plantas suscetíveis e resistentes a determinada praga ou doença;
- cultivo alternado de espécies que considere o efeito positivo e negativo de um cultivo sobre o seguinte;
 alternância entre o cultivo com uma espécie que provoque o esgotamento do solo com outra que promova a recuperação da fertilidade do mesmo;
-  alternância de espécies com diferentes necessidades de mão-de-obra, máquinas e implementos, água, etc., em épocas diferentes (DERPSCH, 1998).
Uma das premissas da rotação de culturas é o planejamento antecipado e estratégico a nível de propriedade. Deve haver uma ordem cronológica para a época de semeadura das diferentes espécies para assim permitir a máxima expressão do potencial das mesmas tanto em produção de grãos, como em cobertura, fitomassa e ciclagem e/ou fixação de nutrientes. A cultura escolhida deve ter ao mesmo tempo propósitos comercial e de recuperação dos solos (FIORIN, 1999).
Entende-se que não existe uma espécie adequada nem um sistema de rotação de cultura que seja ideal. Existem alternativas que devem ser arranjadas em uma sequência apropriada e prática (FIORIN, 1999).

 Figura 1- Solo sempre coberto com diferentes materiais

Referências:

CORDEIRO, L.A.M. A importância da rotação de culturas para o sistema plantio
direto.In: II Seminário sobre o sistema plantio direto na UFV. Anais... Viçosa, MG,
1999. p.165 – 190.

DERPSCH, R. Importância de los abonos verdes y La rotación de cultivos em El sistema de siembra directa. In: Encontro Nacional de Productores em Siembra Directa, 3, Obligado, Itapuá, Paraguay, 1998. APASCU, Paraguay. p.71-102

FIORIN, J. E. A rotação de culturas e as plantas de cobertura do solo. Informativo Fundacep. Ano VI, Nº02, Abril/1998. 8p.

Plantio Direto e a Sustentabilidade Agrícola

O Plantio Direto e seus Adeptos


   A prática do plantio direto surgiu com a necessidade de reduzir erosão do solo, de aumentar a produtividade, baixar custos e aumentar a qualidade da água e de outros recursos naturais. Hoje, esta é uma prática generalizada, principalmente por seus inúmeros benefícios e vantagens.
   Algumas razões podem ser justificadas para o rápido crescimento do Plantio Direto na América Latina:
- Controle eficiente e econômico;
- Conhecimentos adequados, claros, transmitidos ao agricultor;
- Ampla utilização de adubos orgânicos (mais resíduos de plantas, menor incidência de plantas daninhas);
- Única tecnologia de preparo conservacionista recomendada;
- Não houve rejeição por parte dos produtores;
- As informações são práticas, sem segredos.
   

   Importância do Plantio Direto para a Sustentabilidade:


- Globalização (melhores agricultores);
- Consumidor consciente;

- Consciência ambiental; 

- Conhecimento de tecnologias, clima, mercado, informações, agricultura de precisão...;
- Profissionalização do agricultor devido ao trabalho com mais de uma cultura;
- Menos trabalho: não exige muitas horas de trabalho do operador e da máquina, comparado ao plantio convencional;
- Economia na mão-de-obra e tempo necessário para o cultivo, plantio, etc...;
- Retorno econômico: menos gastos de combustíveis, máquinas e adubação menos frequente;
- Ambientalmente correto: menor degradação do solo, evita erosão, favorece ação de microorganismos, minhocas, etc.;

15 Anos com Plantio Direto:


- 1 Bilhão de tonelada de solos preservados;
- 11 Bilhões de dólares deixaram de ser gastos;
- 500 Milhões de toneladas de gás carbônico foram sequestrados;
- 1,3 Bilhões de litros de combustível foram economizados;


Então, o plantio direto não é uma evolução na agricultura?
Plantio Direto: Semeadura feita sobre palhada da cultura anterior.



Plantio Convencional: Grande revolvimento do solo, semeadura sobre solo descoberto.

Qual das práticas é mais sustentável?

A IMPORTÂNCIA DO MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO


A IMPORTÂNCIA DO MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO

O solo é um recurso natural que deve ser utilizado como patrimônio da coletividade. É um elemento físico de muita importância, nele se aplica grande capital e se desenvolve imenso esforço de trabalho técnico na busca constante da produtividade. A cada ano que passa, verifica-se a necessidade de proteger  as  fontes de águas.  Estudos  realizados nos mostram que o prognóstico em  relação à qual idade e quantidade da água não são aqueles níveis desejáveis, pois a  tendência de ocupação aponta para um adensamento populacional das cidades de porte médio, que passarão a ter problemas com o abastecimento de água.

As práticas de conservação do solo e da água adotadas garantem o desenvolvimento sustentável das áreas dos mananciais e, em consequência, retornam o desejável equilíbrio de proteção e os usos das atividades dos recursos naturais renováveis. 

O solo, como um recurso natural, integrante do ambiente, é legalmente protegido. A Lei Estadual nº 6171-04/07/1988 estabelece aos responsáveis pelo seu uso a obrigatoriedade de conservar e preservar o solo agrícola e coibir todas as causas da degradação do solo e da perda da sua capacidade produtiva.

Assoreamento na região do Pontal do Paranapanema
A chuva é a principal causa da erosão e o cultivo inadequado estando o solo desprotegido de vegetação ou mesmo das práticas conservacionistas, o solo sofre uma desagregação com o impacto da gota de chuva, que depois arrasta-o, principalmente nos minutos iniciais da chuva.

Transporte de solo devido a energia cinética da gota da chuva
A cobertura vegetal do solo dissipa a energia cinética da gota, diminuindo o impacto da chuva, pois este estará mais protegido, consequentemente a erosão será menor. As raízes contribuem para a infiltração de água no solo além de dar sustentação mecânica para este. A figura abaixo circula pelas redes sociais e mostra a real importância da cobertura vegetal do solo.


A utilização de técnicas convencionais no manejo do solo como uso excessivo de arações e/ou gradagens superficiais e continuamente nas mesmas profundidades no processo de preparo de solo provoca a desestruturação da camada arável.
Terreno arado
 Essa transformação reduz a taxa de infiltração de água no solo e, consequentemente, incrementa a enxurrada e eleva os riscos de erosão hídrica do solo. As consequências são redução da taxa de infiltração de água no solo e, consequentemente, incremento da enxurrada e elevação dos riscos de erosão hídrica do solo. Igualmente, prejudica o desenvolvimento radicular de plantas e afeta o potencial de produtividade do sistema agrícola. O preparo excessivo, associado à cobertura deficiente do solo, a chuvas intensas e ao uso de áreas inaptas para culturas anuais, constitui o principal fator desencadeador dos processos de degradação dos solos da Região Sul do Brasil. Como meio de prevenção do problema, indicam-se técnicas como redução da intensidade de preparo, máxima cobertura de solo, cultivo de áreas aptas para culturas anuais e emprego de semeadura em contorno, associadas ao conjunto de práticas conservacionistas orientadas à prevenção da erosão.

Fonte:

Para ter acesso ao livro clique abaixo: